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13 abril, 2013

Posso emitir opinião?



Antes de mudar o foco para outros assuntos, como pediu meu pai (risos), preciso abordar um assunto que tem chegado distorcido ao conhecimento dos triunfenses, levando muitos a fazer juízos equivocados sobre a questão. A respeito da minha última coluna “Há imparcialidade no jornalismo?” recebi um e-mail com uma frase e a pergunta sobre o que acho dela. A frase, que me chocou, diga-se de passagem, dizia o seguinte: “Como todos sabem um jornalista não tem opinião. Textos opinativos são ótimas crônicas, porém não podem ser considerados textos jornalísticos”. O que eu acho a respeito? Que quem disse isso obviamente não é jornalista, pois todo jornalista sabe que o jornalismo opinativo é um dos gêneros jornalísticos, assim como o jornalismo informativo e o interpretativo.

Sim jornalista tem opinião. Sim jornalismo opinativo é jornalismo. Na Unisinos estudamos esse gênero jornalístico na disciplina de Redação Jornalística III. E para deixar mais claro ainda, a crônica é um dos tipos de textos opinativos, assim como o editorial, o comentário, o artigo, a resenha, a coluna e a charge.

Muito antes de ser informativo ou interpretativo o jornalismo foi opinativo, como se via no panfletismo ideológico da Revolução Francesa. Na segunda metade do século 19 e nas primeiras décadas do século 20, o atual jornalismo empresarial dos EUA não destoava de escolas jornalísticas da época, como a francesa e a inglesa: praticava-se um jornalismo muito mais opinativo do que informativo.

No livro Jornalismo Opinativo, José Marques de Melo assinala que há dois núcleos de interesse em torno dos quais o discurso jornalístico se articula: a informação, cujo interesse é saber o que se passa e a opinião, cujo interesse é saber o que se pensa sobre o que se passa. 
 
O jornalismo tem que ser mais que um cão-de-guarda da sociedade, tem que ser um cão-guia, orientando e educando, por isso tem o direito e o dever de opinar. E como disse Claudio Abramo, um dos mais respeitados jornalistas de todos os tempos, falecido em 1987: “A posição que considera o jornalista um ser separado da humanidade é uma bobagem. A própria objetividade é mal administrada, porque se mistura com a necessidade de não se envolver, o que cria uma contradição na própria formulação política do trabalho jornalístico. Deve-se, sim, ter opinião, saber onde ela começa e onde acaba, saber onde ela interfere nas coisas ou não”.

O jornalista é um formador de opinião, e ele geralmente faz isso emitindo a sua, não apenas informando. Não há nada de errado em apenas informar. Não há nada de errado em opinar. Ambos são gêneros jornalísticos. É errado é dizer o que não se sabe.

"Jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter”. (Claudio Abramo)

26 junho, 2009

SEM DIPLOMA E SEM VERBA PARA EDUCAÇÃO

 

Um dia depois da manifestação de Jornalistas em Porto Alegre pela defesa do Diploma em Jornalismo, ocorrida dia 24 de junho, me deparei com a notícia acima publicada pelo jornal Correio do Povo, sobre a falta de investimento do valor mínimo em Educação no Brasil.


Pois é... em um país atrasado com alto índice de analfabetismo, evasão escolar, prostituição e violência infantil, pedofilia, crianças no tráfico e com armas em punho, onde nem todos têm acesso à educação básica e, principalmente, de nível superior, os "ilustres" políticos de nosso país dão o péssimo exemplo de desvalorizar um diploma conquistado por pouquíssimos, com muito esforço, suor e sacrifício.


Em um país onde se lê muito pouco e os livros são caríssimos, os "ilustres e inteligentíssimos" ministros decidem ridicularizar a instrução e a formação.


É o que se poderia esperar em um país onde o presidente semi-analfabeto prefere reformar a língua pátria a investir em educação, gastando milhões na troca de livros escolares, que já são escassos e caros.


Esse investimento está faltando na educação básica, senhor presidente e senhores ministros... Não adianta fazer campanhas a favor da educação e da proteção às crianças se a prática as deixa à mercê de um sistema hipócrita!


O que dizer às crianças agora?
- "Não precisa estudar meu filho, diploma no Brasil não vale nada mesmo! Fique tranquilo, quando você crescer se não souber ler nem escrever você poderá ser Presidente da República e fazer MERDA no Brasil."


No dia ridículo da decisão ridícula dos ministros ridículos, ao chegar em casa, meu filho de 10 anos me esperava na porta perguntando:
- "E agora mãe, como é que vou ser Jornalista quando crescer? E se eu quiser ser outra coisa, eles vão deixar ou vão dizer que não preciso estudar mais? Falando nisso, já que se estuda pra ter diploma e agora ele é inválido, posso matar aula amanhã?"


Matérias atualmente na mídia: "STF ACABA COM DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR EM JORNALISMO" x "POUCA VERBA PARA EDUCAÇÃO"...


"Claro, vamos tirar os diplomas dos jornalistas pois eles são educadores do povo e formadores de opinião, assim colocamos na imprensa as pessoas que quisermos e manipulamos a informação à nosso favor, afinal, as eleições estão próximas..."


Ass. Políticos do país chamado VERGONHA!

Tatiana Vasco
Jornalista ORGULHOSAMENTE Diplomada

22 junho, 2009

Se a prática e a vida valem mais que diploma, então posso ser médica!

Desinformados e sem diploma defendem a decisão ridícula e absurda do TSF. Para eles um diploma não garante nada. Sei que realmente existem universidades ou faculdades que deixam a desejar em conteúdo e qualidade de ensino e este não é o caso da universidade onde me formei.

Mas também há outro lado: alunos que por algum motivo não se aprofundam nas disciplinas realmente importantes. Eu tive as cadeiras que citam como inúteis (Filosofia, História do Brasil e História da Arte) e as cursei porque era obrigada a fazê-lo, mas não dei muita ênfase para elas não...

Me dediquei mesmo e guardo comigo toda bagagem técnica adquirida nas cadeiras técnicas, mas principalmente nas teóricas (essas sim fazem a diferença na construção do cárter do jornalista). Impossível esquecer e ter conhecimento imprescindível que só o diploma dá através das disciplinas de Ética, Crítica da Mídia e Teorias da Comunicação e do Jornalismo (todas aquelas teorias que para os que não entendem ou não têm propensão para o lado da área humana fundamental para o jornalista, não passam de “besteiras”).

Realmente para a parte técnica da profissão (pegar um microfone, falar em uma rádio, utilizar uma câmera, fotografar, diagramar, editar, apresentar) concordo que não é necessário diploma, é só praticar e aprender.

O que defendemos é exatamente o lado que só o conhecimento através do estudo pode construir, exatamente o lado que está faltando para a maioria dos jornalistas de hoje. E falta para aqueles que não cursaram universidade e para aqueles que cursaram universidade sem prestar atenção nas disciplinas realmente importantes, porque só decidiram ser jornalistas para aparecer na TV ou se tornarem famosos de algum jeito.

Um competente profissional técnico pode ser reconhecido quando o vemos em atuação. A profundidade de seu caráter, de seu íntimo e o que ele tem para oferecer à sociedade através da sua profissão pode ser facilmente percebida pelos seus precários pensamentos, expressados em suas palavras, na sua maneira de agir e no que defende.

Para mim a questão do diploma não se trata de reserva de mercado, mas de qualidade, direito e justiça tanto para o profissional quanto para a sociedade. Conheço jornais feitos por pessoas que se dizem jornalistas. São muito bem diagramados, mas o conteúdo é deprimente. O interesse da sociedade não é levado em conta, só o fator comercial do jornal enquanto fonte de sustento para os proprietários. Não existem regras, a ética comprou uma passagem só de ida para o Alasca e o veículo é usado para subornar políticos. A sociedade, sem saber que ali não há jornalistas de verdade e que o jornal é feito por qualquer um, acaba criticando toda a imprensa.

E é ridícula a desculpa de que vivemos em um país altamente capitalista e que só pode cursar faculdade quem nasceu em berço de ouro. Eu não me enquadro neste caso. Ralei muito para ter meu diploma, sacrifiquei quatro anos e meio e muitas coisas, assim como a convivência com meu filho. Conheço gente que leva 10 anos para se formar. E se nós conseguimos qualquer um consegue, é só ter determinação. Querer conseguir as coisas na moleza e no tapetão mostra que a pessoa não tem muito que oferecer à sociedade, já que não é digna nem consigo mesma.

Bela desculpa essa de que a prática ensina tudo. Então vou começar a trabalhar em um hospital, pedir licença aos os médicos para fazer “trainee” com eles e daqui alguns anos, quando eu achar que a vida me ensinou tudo sobre medicina, vou abrir um consultório médico e trabalhar em cirurgias. se bem que nem preciso fazer trainee, afinal a vida me ensinou muito, sem falar no conhecimento das técnicas medicinais adquirido através das minhas avós que sempre entenderam de doença e seus respctivos remédios caseiros. Alguém aí vai confiar sua vida a mim? Bem, acho que posso contar certamente com a clientela dos “não-diplomados”.

E sem essa hipocrisia de dizer que jornalismo não lida com a vida de pessoas como a medicina. Alguém escreveu (só não lembro o autor) que “o Jornalismo pode causar mais danos do que a bomba atômica e deixar cicatrizes no cérebro e na alma”. Todos sabemos que a imprensa é considerada o quarto poder exatamente porque tem o poder de mudar a vida das pessoas, destruir reputações, formar celebridades, eleger e depor presidentes e muito mais.

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Tatiana Vasco
Jornalista Diplomada

19 junho, 2009

Fim do diploma para Jornalistas ameaça outras categorias profissionais

A matéria da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), intitulada "Oito contra 80 mil. Oito contra 180 milhões" e postada logo abaixo, diz que "a desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas."

E o caos está recém começando. No site de informação jurídica Jus Brasil Notícias, logo após a matéria "OAB diz que acabar com obrigatoriedade do diploma no jornalismo foi erro do STF" há dois comentários, um deles de alguém da área jurídica que já levantou a bandeira contra o exame da Ordem, exigido para novos profissionais de Direito (clique aqui e confira).

Em breve serão outras categorias atacadas pela mesma ignorância que derrubou a obrigatoriedade do Diploma para o exercício da profissão de Jornalista.

Daqui uns tempos, açougueiros reivindicarão licença para exercerem a Medicina e operarem pessoas com o argumento de que conhecem a anatomia animal.

Tatiana Vasco. Jornalista Profissional Diplomada.

07 maio, 2009

O Miss Brasil é Gaúcho!!!

Bruna Felisberto - Miss RS 2009

 
No próximo sábado, dia 09 de maio, acontecerá em São Paulo, o Miss Brasil 2009. O primeiro concurso oficial ocorreu em 1954, eternizando a beleza da baiana Martha Rocha. Dois anos depois o Rio Grande do Sul elegeu sua primeira miss, Maria José Cardoso e de lá pra cá tem marcado presença fortíssima com a famosa beleza da mulher gaúcha. Impossível não citar o título de Ieda Maria Vargas, em 1963. 

O Rio Grande do Sul lidera o ranking no Miss Brasil (11 misses), seguido de São Paulo (8 misses). Eu, além de possuir um espírito crítico e analítico (adoro assistir concursos de beleza), sou assumidamente bairrista. Porém, meu bairrismo não é infundado: o Rio Grande do Sul é um estado ímpar, não somente na cultura e na beleza gaúcha, mas no espírito valente, aguerrido e bravo de um povo que não foge da luta e tem orgulho pelo seu estado, pelas suas raízes, história e tradição.
 

Navegando pelo site oficial do concurso, visualizei as fotos e o perfil de todas as candidatas e tenho certeza que esse será mais uma ano de conquista para o pampa. Não que a Miss RS, Bruna Felisberto, seja tão linda assim (vi o Miss RS e acho que outras gaúchas eram bem melhores que ela), mas sabemos que não é só uma questão de rostinho bonito. As gaúchas têm estilo, têm finess, têm postura, articulam melhor e possuem um intelecto superior (o nível da Educação do estado é sem sombra de dúvidas o melhor do país). 
 
Olhei as fotos de todas as candidatas e acho que a única concorrente à altura para nossa gaúcha é Rayana Breda, representante do Pará, simpática, elegante e com postura. Fernanda Gomes, do Rio de Janeiro, também se destaca, mas bem abaixo das duas primeiras. As outras, meu Deus, não tenho nem palavras para expressar... como dizemos aqui no Rio Grande do Sul: "mata que é bixo!"
 

Agora, olhar fotografias é diferente de vê-las caminhando, desfilando, sorrindo e se pronunciando. Posso estar cometendo injustiça com algumas candidatas. Meu bairrismo como falei é alicerçado em fundamentos, em fatos concretos. Sendo assim, se no dia 09 ao assistir o concurso eu perceber que a gaúcha não merece o título, com certeza admitirei e, mais importante, se ela não representar dignamente o meu Rio Grande do Sul amado, com certeza não terá minha torcida. É esperar pra ver!

09 abril, 2009

QUESTÃO DE ORDEM: JORNALISTA SÓ COM DIPLOMA!




Quero manifestar aqui minha opinião a respeito da questão da obrigatoriedade do diploma de nível superior em Jornalismo. Não há o que debater. É profissão, tem regulamentação, há centenas de universidades de Jornalismo no país. Há também milhares de “aventureiros”, “jornaleiros”, “joão-ninguém” que acham que podem exercer a profissão de Jornalista sem diploma.
O artigo 4º, inciso III do Decreto 83284 de 13 de março de 1979 da Regulamentação Profissional é claro: “O exercício da profissão de jornalista requer prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho, que se fará mediante a apresentação de: diploma de curso de nível superior de Jornalismo ou de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, fornecido por estabelecimento de ensino reconhecido na forma da lei, para as funções relacionadas nos ítens I a VII do artigo 11”.
O STF aplicou o 1º de abril aos Jornalistas e o dia 07 (Dia Nacional do Jornalista) veio com frustração. Mas as campanhas acirradas, o empenho e as manifestações são fortes e não tenho dúvidas quanto à vitória no que diz respeito ao Recurso Extraordinário 511961 e futuramente em relação ao Conselho Federal de Jornalismo.
Chega a ser ridículo ter que debater ou argumentar sobre a questão. Como diz o texto da Fenaj, publicado no site do Sindicato dos Jornalistas do RS, “A regulamentação, em seu formato atual, é fundamental para garantir o direito à informação qualificada, ética, democrática e cidadã para toda a população. A falácia e a confusão deliberada, na verdade, escondem o objetivo de desorganizar uma categoria, ampliando ainda mais as condições de exploração e o propósito do controle absoluto sobre o acesso à profissão e, por extensão, das consciências dos jornalistas e de todos os cidadãos”.



Para ser médico, advogado, engenheiro e jornalista todos têm que cursar uma universidade, adquirindo conhecimentos teóricos, técnicos e éticos que norteiam cada profissão. Eu, jornalista, não posso resolver amanhã me tornar advogada porque não fiz faculdade de Direito. Não posso amanhã me tornar cirurgiã, porque não fiz faculdade de Medicina. Se eu, ou qualquer outra pessoa assim proceder, no mesmo dia iremos parar na cadeia por crime de exercício ilegal da profissão, o que é justo. Quem sabe algo de Direito sem cursar faculdade? Quem sabe algo de Medicina sem cursar faculdade? Assim como milhões de colegas, fiquei quatro anos ralando, suando, trabalhando 20 horas por dia para pagar o curso, ter um diploma e exercer a profissão que escolhi por amor à democracia, à cidadania e à sociedade, com diploma, conhecimento e ética.


Há os que argumentam que mais importante que ter diploma é ter dom. Vamos combinar: se dom dá direito a exercer uma profissão sem diploma ninguém com aptidão para qualquer profissão precisa cursar faculdade. Alguém com “dom” para advocacia faz o que? Saem por aí advogando? Não! As pessoas que conheço com dom para o Direito entram para a Universidade. E os que têm “dom” para a Medicina, saem por aí operando pessoas? Não! Entram para a faculdade! Eu nasci com “dom” para o Jornalismo e entrei para a universidade.
Outra desculpa sem o mínimo de sentido é dizer que a pessoa tem o “dom”, mas não tem dinheiro para cursar a faculdade. Falta de dinheiro dá o direito de sair por aí exercendo uma profissão ilegalmente? Já imaginaram se por falta de dinheiro para cursar faculdade, 90% dos médicos que conhecemos não tivessem diploma? Vocês confiariam sua saúde e suas vidas a alguém que tem “dom”?
 
O presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS, José Maria Rodrigues Nunes, escreveu na edição nº 89 de abril de 2009, do jornal Versão dos Jornalistas o seguinte: “com o fim do diploma termina também a regulamentação profissional. Por exemplo, as 5 horas diárias de trabalho, que nos diferencia de muitas categorias, cai por terra. (...) Além disso, a base salarial passa a ser o mínimo nacional”. Imaginem: depois de gastar aproximadamente R$ 100 mil reais com faculdade, livros, transporte por quatro anos, formatura, festa, fotos e ralar para ter um diploma e salário ridículo cujos pisos na capital e no interior são, respectivamente, R$ 1.314,00 e R$ 1.087,73, passar a ganhar o mínimo nacional que ainda é menor que o mínimo gaúcho?!


Pior que isso é o caos completo sem conhecimento, sem ética, sem valores. A sociedade poderia confiar em uma notícia apurada por um joão-ninguém, depositando credibilidade em quem nunca estudou o mínimo de princípios? Que garantia teria a sociedade da qualidade, da veracidade e importância social da informação? Jornalistas estudaram todas as teorias exigidas para o exercício saudável e comprometido da profissão. Sabem como noticiar, o que noticiar, por que noticiar, quando noticiar.

Se com a obrigatoriedade os aventureiros semi-analfabetos saem por aí achando que podem exercer a nossa profissão, imaginem sem ela! São inúmeros os casos onde qualquer um acha que pode virar jornalista do dia para a noite, e ainda cruzam com os jornalistas verdadeiros de peito estufado. Cobrir eventos com eles então? Chegam nos chamando de colegas, achando que têm cacife para dividir o mesmo espaço. Dá até pena, confesso. Se a profissão é exercida por quem não tem diploma, mas tem dom e tino jornalístico, ainda vai, pois a paixão os move sempre a buscar mais conhecimento, a se interar da realidade e da atualidade.

Eu conheço muitos aventureiros e aventureiras. Claro que não podemos generalizar, obviamente há muitos "sem-diploma" com competência e que realizam um trabalho sério e ético. De qualquer forma estão exercendo ilegalmente uma profissão. Porém, enquanto a questão não é definida dá para aturar os que têm tino para o negócio. Mas pegar um jornal feito por um "joão-ninguém" sem dom é deprimente. Os erros são inúmeros. Não há notícias, só crônicas. As informações são anotações do dia em que “o causo” foi “fofocado” para a vizinha. Verdadeiramente deprimente. Grafia errada, gramática zero, adjetivos fazendo festa e, o pior, a ética comprou uma passagem só de ida para o Alasca.
São incontáveis os casos em que usa-se o filho sagrado de todo JORNALISTA DE VERDADE para subornar, oprimir, extorquir e ameaçar em benefício próprio. Já presenciei isso de camarote. Sim, a não obrigatoriedade do Diploma é uma ameaça à democracia, ao exercício da cidadania, à qualidade da informação ética e comprometida.

Estamos em um país em que o presidente da república, que digamos de passagem é analfabeto, prefere mudar a gramática a investir em educação.
Aguardo ansiosa pela votação no TSF, na qual tenho certeza de que seremos vitoriosos. A minha primeira providência será acionar o Sindicato dos Jornalistas e apontar com enorme prazer os que praticam a profissão ilegalmente.


RESPEITE O PROFISSIONAL QUALIFICADO POR DIREITO, DOM E FORMAÇÃO. É O PRINCÍPIO. JORNALISTA ASSIM COMO MÉDICO, ADVOGADO, ENGENHEIRO: SÓ COM DIPLOMA!!!!

20 abril, 2006

BLOGUEIROS DA INFORMAÇÃO*

Opinião

Os blogs de jornalismo são a nova tendência da atualidade. Eu criei este para a cadeira de Jornalismo Online por exigência do professor, pois era através dos blogs que ele avaliava os alunos. No início não gostei nada da idéia, mas concluída a cadeira resolvi mantê-lo. Além dos textos que foram produzidos para a disciplina, publico os que produzo em outras cadeiras, notícias relevantes da atualidade e opiniões. Uma das intenções é usá-lo como portfólio profissional.

Porém, esses blogs jornalísticos estão sendo alvos de crítica por alguns profissionais, como é o caso do consultor e colunista do Observatório da Imprensa Luciano Martins Costa. Classificando os blogs como panfletos, Costa diz que são coleções de artigos, opiniões e notas selecionadas conforme a opinião do autor. Se a afirmação de Costa estiver correta, estamos no caminho certo, conforme a imprensa geral. Afinal, os veículos midiáticos do Brasil são isso mesmo, se analisarmos um pouco mais. Os jornalistas são empregados e têm que produzir suas matérias conforme a “opinião” do veículo, ou melhor dizendo, do dono dele. Neste caso, a imprensa nacional não passa de um grande panfleto, com a diferença de que os jornalistas de blogs têm um algo a mais: atitude. Sem falar, claro, na liberdade real da prática jornalística.

É claro que os blogs carecem de regras mais técnicas, digamos assim, um tipo de manual de redação, uma padronização, como acontece com as demais mídias. Costa acusa os blogs de conduzirem os autores e leitores à irracionalidade, mas reduz o que chama de verdadeiro jornalismo à “características técnicas”. Esse verdadeiro jornalismo, na minha opinião, deixou de existir há muito, quando os jornalistas e empresários da mídia trocaram os valores humanos e sociais pelos valores comerciais. A mídia derrama informações sobre as pessoas e não as estimula a pensar e tirar suas próprias conclusões. Pelo contrário, diz como elas devem pensar, e isso não é nenhum estímulo à racionalidade.

A imprensa brasileira não cumpre, nem de longe, seu papel social em prol de um “processo civilizatório”. É grande, por exemplo, o número de profissionais e estudantes que desconhece o Civic Journalism, considerado o movimento jornalístico mais importante dos EUA desde o início dos anos 90, e que no Brasil ainda não emplacou. Logo no Brasil, que necessita tão urgentemente de um jornalismo mais cívico, que incentive a prática da cidadania, a revitalização da vida pública, o fortalecimento da democracia e que resgate a credibilidade da imprensa. Sendo assim, não há a mínima possibilidade de os blogs desviarem o jornalismo de um papel que ele já não cumpre. Quem sabe os blogs até não ajudem o jornalismo a regatar seu papel de cão-de-guarda, adotando também o de cão-guia, já que permitem uma comunicação mais dialógica entre os jornalistas e o público, considerando-se também o número cada vez mais crescente de usuários da internet.

Esses acessos de crítica e difamação dos blogs de jornalismo são nada mais, nada menos do que desinformação, conservadorismo e, talvez, calo ferido. E por que não dizer também, medo do novo. Afinal, foi assim com o surgimento de todos os meios. Acharam que o rádio seria ameaçado pela invenção da televisão. Disseram que os jornais iriam acabar com o surgimento da internet. E, no entanto, todos eles existem, coexistem e dependem entre si. Será assim com os blogs de jornalismo. Vamos dar tempo ao tempo. _________________________
*Texto opinativo produzido para a cadeira de Redação Jornalística III em 22/11/05.

19 setembro, 2005

DESARMAMENTO

O policial civil Luiz Henrique Rodrigues da Silva foi morto nesta madrugada de segunda-feira, 19 de setembro, com 11 tiros enquanto comprava um cachorro-quente na capital.
O crime aconteceu na Avenida Assis Brasil, esquina com a rua Benno Mentz, zona norte de Porto Alegre. Dois homens tentaram arrombar seu carro, mas não conseguiram. Depois da tentativa viram o policial, que estava a pouco metros do local. Ao reconhecê-lo dispararam onze tiros com pistolas 9mm. Um dos tiros atingiu a cabeça do policial.
Segundo testemunhas que prestaram depoimento à policia, os criminosos são jovens, aparentando 20 anos. Um inquérito foi aberto para investigar o caso. Caso seja comprovado que a morte ocorreu devido à profissão do policial, que estava de licença por motivos de saúde, a família da vítima pode ser indenizada pelo Estado, segundo o delegadod regional de polícia, Cleber Ferreira.

Agora o motivo pelo qual estou publicando essa notícia.

Pelo menos um policial é morto por dia no Rio Grande do Sul. Tomamos conhecimento desses fatos lamentáveis pelo rádio, televisão e jornais. Minha pergunta é: quem assassina esses policiais, sem contar, claro, todas as pessoas inocentes que morrem todos os dias, vítimas da criminalidade? São cidadãos de bem que saem sem motivo aparente disparando suas armas, das quais têm licença e porte legal? NÃO! São criminosos que atuam muitas vezes com armamento e munição pesada de uso restritamente militar. Como será que eles conseguem esses "materiais de serviço"?
Não são os cidadãos de bem que cometem crimes, que compram armas ilegais. Esses cidadãos que o governo quer desarmar estão a mercê de criminosos que muitas vezes atuam com o apoio da polícia nacional, que facilita e repassa armamento a troco de banana. E querem desarmar o cidadão? Desarmem primeiro o bandido, o assassino, o assaltante, o sequestrador, o traficante, o criminoso. Quando conseguirem, os cidadãos indefesos poderam entregar suas armas com a certeza de que nunca mais precisarão dela!

Tatiana Vasco

02 setembro, 2005

A Lei da Incompetência



NÃO AO DESARMAMENTO DE INOCENTES!

Em 02 de julho de 2004 entrou em vigor no Brasil a Lei 10.826, conhecida como Estatuto do Desarmamento, que foi sancionada em 23 de dezembro de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Lei proíbe o porte de armas de fogo por civis. Desde então enormes campanhas estão sendo feitas e veiculadas na mídia com o intuito de arrecadar armas e acabar com a criminalidade no país. Quem for pego com uma arma sem o porte concedido pela Polícia Federal será preso e não terá direito à fiança ou liberdade provisória. Detalhe: estamos falando aqui sobre o cidadão de bem, para quem foi criado o Estatuto do Desarmamento. E os bandidos, assaltantes, seqüestradores e traficantes? Será que eles se comoverão com as propagandas de TV e entregarão suas armas também? Ora, em um país onde as polícias civis e militares não cumprem seu papel, não têm equipamentos e estrutura necessária para atenderem às ocorrências e, em muitos casos são menos confiáveis que os bandidos, quem protegerá o cidadão de bem desarmado quando este for abordado por um elemento com arma em punhos?

O custo do referendo popular para 2005, para saber se a população quer ou não o fim da venda de armas será de mais de 600 milhões de reais, segundo dados do TSE. Mas isso não é noticiado nas campanhas de desarmamento. Esse dinheiro não seria melhor utilizado no reequipamento das polícias, ou será que está sobrando nos cofres públicos? O povo quer o fim da violência e do desarmamento dos criminosos, não dos cidadãos de bem que agora estão ainda mais desprotegidos e indefesos. Alguém que tenha precisado da atuação da polícia sabe que ela não leva menos de meia hora para chegar ao local onde foi solicitada. Há cidades onde a BM e a Civil não têm, às vezes, combustível para se deslocarem com as viaturas. Falta armamento, munição, material básico de serviço e efetivo.

Outro dado recentemente divulgado pelos jornais é o aumento da criminalidade desde a aprovação do Estatuto. No Paraná, um dos Estados precursores da campanha de desarmamento a criminalidade aumentou de 2003 para 2004, principalmente os crimes cometidos com o uso de armas de fogo. Essa é uma das provas do fracasso do desarmamento das pessoas de bem, ou será que o governo pensou que desarmando a vítima o criminoso não atuaria?

Para obter o registro de uma arma de fogo é necessário pagar 300 reais e mais mil reais pela concessão do porte, sem contar os gastos com certidões. Mas apenas 5% da população brasileira têm condições financeiras para isso. Os outros 95% ficam a mercê de criminosos que compram facilmente as armas que foram entregues pelo cidadão. E acredite, quem vende são os integrantes corruptos da polícia nacional. A verdade é que o governo não tem controle sobre os bandidos ou sobre a banda medíocre das forças armadas nacionais e para mascarar a situação desesperadora do país tentam controlar a população inocente. Não ao desarmamento das vítimas, à hipocrisia, à incompetência. Armas não matam. Pessoas matam.

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Texto produzido para a cadeira de Redação Jornalística III - Jornalismo Opinativo

19 abril, 2005

Paulo Markun: paixão e controvérsia

“Essa profissão tem que servir para mudar o mundo, se não for para isso não adianta”.


Na última terça-feira (12/04), o Jornalista Paulo Markun esteve na Unisinos palestrando para os alunos de Comunicação Social, no Auditório de Ciências Jurídicas.

Markun nasceu em São Paulo em 1952 e é jornalista profissional há 34 anos. Atualmente apresenta o programa Roda Viva da TV Cultura e é presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina (Santacine), onde reside desde 1998.

Há sete anos no emprego atual, só pediu licença por quatro meses para fazer a campanha eleitoral do Presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Experiência

Markun contou um pouco de sua experiência como repórter, falou sobre o avanço tecnológico da informação, das qualidades de que um jornalista precisa ter para se dar bem na profissão, das dificuldades enfrentadas e do desafio dos portais de notícia e dos jornais impressos.

Paixão

Paulo Markun lamenta que o fator determinante na comunicação hoje seja o lucro e incentivou os estudantes a encararem o mercado de trabalho como um desafio. Para ele o bom jornalista tem que ter ambição, ousadia e determinação. “Para mim o Jornalismo era um complemento das atividades para mudar o mundo, mas com o tempo passou a ser a atividade principal”.

Por discordar da política editorial de alguns veículos midiáticos nos quais trabalhou, muitas vezes pediu demissão, e revelou que detesta fazer reportagem policial, principalmente na TV: “Não devemos arriscar o pescoço por uma notícia que não vai mudar nada no mundo, muito menos para dar audiência”.

Controvérsia

Um dos pontos mais polêmicos da palestra e que desagradou muitos alunos presentes foi quando Markun disse que é contra a obrigatoriedade do diploma na profissão. "Não vejo nada que impeça uma pessoa que não cursou faculdade de ser jornalista”.

Ele também critica o projeto para a criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), mas admite que o debate em torno da questão foi demonizado pela grande mídia em prol de seus interesses econômicos e finaliza: "se querem mudar alguma coisa que regulamentem o artigo 222 da Constituição".

OPINIÃO

A palestra de Paulo Markun gerou polêmica entre os presentes e divide a opinião dos universitários.
Se em determinado momento ele transmitiu aos alunos a paixão pelo jornalismo, dando incentivo e inspiração para os futuros profissionais, em outro causou revolta.

Quando Markun declarou que é contra a obrigatoriedade do diploma acadêmico alguns alunos se retiraram do recinto (inclusive eu).
Ora, é fácil falar para quem já é formado! Imaginem se qualquer um resolver ser médico de um dia para o outro, sem faculdade para isso, claro. Você entregaria sua vida nas mãos desse aspirante à profissional? Bem para isso existe um Conselho Federal de Medicina.

Bem, se Paulo Markun não sabe o que impede que qualquer um atue no jornalismo mesmo sem ter diploma, eu respondo: é o fato de investirmos nosso precioso e muitas vezes escasso dinheiro em anos de faculdade!

Conheço três pessoas que se dizem jornalistas, são donas do seu próprio jornal e talvez não tenham nem o segundo grau. Além de elas ocuparem o lugar de profissionais no mercado de trabalho eu pergunto: podemos confiar em veículos que publicam informação sem o mínimo de teoria para isso? Sem falar na qualidade e na ética desse jornalismo, claro!

Bem, em minha opinião há um meio eficaz e realmente necessário para a solução desse problema: a aprovação do Conselho Federal de Jornalismo.

Afinal somos nós quem devemos decidir e lutar pela nossa futura profissão. Paulo Markun já está quase se aposentando!!!

Tatiana Vasco

05 abril, 2005

Ética, princípios e muito amor!

"A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica e deixar cicatrizes no cérebro."

Por esse motivo o Quarto Poder necessita de pessoas capazes, audazes, inteligentes, que tenham princípios sérios, caráter, convicções e que prezem em primeiro lugar pela vida, pelos direitos humanos, pela igualdade social.

Pessoas com personalidade suficiente para não se deixarem corromper pelo sistema medíocre que faz muitos veículos de comunicação sucumbirem à publicidade e abrirem mão do Jornalismo puro em prol dos patrocinadores.

Pessoas que amem o jornalismo: a profissão mais perigosa e apaixonante do mundo!!! Pessoas que já nasceram com o Jornalismo na alma, que respirem jornalismo, transpirem jornalismo e vivam o jornalismo sério acima de tudo.

Pessoas que não esqueçam a que vieram, que não esqueçam o que as levaram a cursar uma faculdade de Jornalismo!!!!

Dedico este texto aos amigos, colegas, e todos os apaixonados por essa profissão ilustre.

"JORNALISMO É O EXERCÍCIO DIÁRIO DA INTELIGÊNCIA E A PRÁTICA COTIDIANA DO CARÁTER".

Tatiana Vasco.

PERFIS FALSOS NO ORKUT ACABAM EM CADEIA!